Coleciona-dor.
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Always.
Cada dia se tornar mais dependente de alguém. Como é possível que um sentimento cresça a cada segundo que passa? Quando eu acho que não há como aumentar esse amor, aí ele vem e aumenta tanto, é muito mais forte do que eu mesma posso controlar. Não é um tipo de coisa que eu sei dizer a hora de parar, porque machuca e porque amor demais machuca também. Me sinto triste assim tão longe, tão inalcansável, sem poder dar um carinho, sem poder dar atenção, é tão dificil. Eu não imaginava que te transformaria em algo assim pra mim, que em questão de tempo seria basicamente o ar que eu respiro. Eu não brinco quando digo que minha vida JÁ NÃO faz sentido sem você, que eu preferia morrer do que te perder, seria tão injusto te perder depois de tanto tempo. Se não for você, quem vai me fazer sorrir? Quem vai alegrar meus dias mais tristes e me fazer chorar por te amar demais? Quem vai me encher de atenção e de carinho, quem vai me proteger das coisas mais bobas, só pra que não me aconteça mal algum? Quem vai dizer que vai ficar tudo bem quando me sinto sozinha ou dizer que me ama quando eu acho que ja não existe alguem que goste de mim? Se não for você, em quem eu vou pensar antes de dormir, quando eu acordo, e praticamente meu dia inteiro? Sinceramente, não há possibilidade nenhuma de eu conseguir viver sem você, não existe amor maior que o meu, isso eu tenho certeza, e eu vou até o fim, não vou deixar que os ciúmes, as diferenças, a distância, me façam te perder. Não posso perder o que eu tenho de mais importante na vida, eu quero você pra sempre, comigo.
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Defeitos.
"Não sei direito o que se passa na minha cabeça. Eu amo você, mas não quero isso. Pra toda qualidade sua, tem um defeito. Seu sorriso me encanta, mas você não sabe dar valor aos sorrisos ao seu redor. Você tem um olhar que me hipnotiza e me domina, mas não sabe diferenciar o olhar de quem te ama, de quem te odeia. O seu abraço pra mim, me leva ao paraíso. Mas você nem se dá conta do quanto eu preciso dele, a cada segundo. Queria poder sentir o gosto dos teus lábios, porque sei o quanto eles me fariam delirar... como eu sei? Só pelo jeito em que você me acalma falando. E você nem presta atenção quando eu falo. Imagina... eu sofrendo por você, chorando agora, enquanto escrevo essa carta e você, que completa o meu mundo, não sabe. Eu queria tanto ter coragem pra te falar... mas as vezes, não tenho nem de dizer "oi, tudo bem?", com medo de que você me responda que não e eu não poder fazer nada pra te ajudar. Nesse momento, a única coisa que eu tenho certeza é que eu te amo e, te quero pra mim mais do que qualquer coisa." - Escreveu ela numa carta, nunca mandada.
domingo, 16 de outubro de 2011
Pode não ser o fim da nossa história.
Olhar pra trás e ver que as coisas mudaram numa fração de segundos. Uma coisa que, no começo da história, era impossível de acontecer. Tudo mudou rápido demais, embora tenha sido intenso e dolorido.
Eu não queria ter partido. Eu não queria que você tivesse partido. Eu não queria dizer adeus e não queria ouvir um adeus sair dos teus lábios, tão belos.
Eu queria que você estivesse aqui. Eu queria estar com você.
Naquelas aulas de Educação Física sem praticar nenhum exercício, vendo aquele bando de pássaros voarem em círculos para logo pousarem no chão. Naquelas aulas de História em que a professora pede resumo do livro inteiro e ai então você abaixa a cabeça e diz: hoje não. Naqueles dias indecisos, não sabe se chove, ou se faz sol. Dentro do ônibus, voltando pra casa, vendo as cores dos semáforos diante das ruas mudarem de cor. Vermelho, amarelo, verde. Sozinha a tarde em casa morrendo de sono na frente do computador escrevendo textos... Eu sinto falta da sua presença cotidiana.
Nos momentos felizes. Quando chega o final de semana e não é preciso acordar cedo. Na hora do almoço, com aquele coca-cola geladinha até estralando. Na hora de estar checando o horário das aulas de amanhã e perceber que não se tem lições a fazer. Naqueles momentos de pura alegria, de sorrisos expostos a todos os momentos, sinto uma felicidade pulando em meu peito, e então lembro: está faltando alguém aqui. Percebo a tua ausência e então, volto ao meu estado de espírito normal. Neutro. Seco. Começo a pensar em tudo o que nos ocorreu ao longo de todo esse tempo vivido. Logo percebo que já não sou mais a mesma. Tento pedir a Deus que dê um jeito nessa nossa situação delicada e lembro que a minha fé se foi junto as suas bagagens. Tento apostar todas as minhas fichas num futuro incerto, ai eu lembro que a toda a minha certeza se foi junto ao teu olhar tão confiante do que estava fazendo... Dizendo. O dia de amanhã é incerto. Incerto como o meu amor eterno por você. Um amor certamente incerto. Um amor certamente incerto, durante todos os dias em que você viver dentro de mim. Enquanto eu viver.
- Alice Nylkoorb.
- Alice Nylkoorb.
sábado, 15 de outubro de 2011
Livrando-se.
Ela decidiu ir à praia, no finalzinho da tarde, perto de escurecer. Sozinha, ela caminhava devagar, olhando pra frente, pra se caso ela visse alguém conhecido, fosse pra outro lado da praia. Ela tinha resolvido ficar sozinha, mesmo.
Ela olhou, olhou de novo e olhou mais uma vez. Ficou feliz por não ver ninguém e assim, não ter que caminhar mais 1km, pra isolar-se. O que ela não conseguia em casa, porque tinha uma mãe coruja e um pai fanático por futebol. Sem contar o irmão caçula que vivia lhe enchendo.
A garota foi até a beira do mar, tirou os chinelos e deixou os pés serem molhados pelas pequenas ondas que vinham. Ver aquele horizonte fazia ela lembrar de coisas que tinha deixado pra trás. Coisas boas, ruins e coisas que ela devia ter feito, mas jogou fora oportunidades.
No momento, apareceram mais coisas ruins em sua mente. O que fez ela chorar. Cada lágrima refletia no que ela tinha passado. E depois de alguns minutos, quando ela parou, decidiu colocar todas as más lembranças num papel, colocar em uma garrafa de vidro e jogar no mar. Parecia clichê, mas para ela, diminuiu a angústia e ela deixou de ser fria. Aqueles pensamentos simplesmente sumiram e ela parecia ter mandado embora tudo aquilo que fora feito em vão.
No momento, apareceram mais coisas ruins em sua mente. O que fez ela chorar. Cada lágrima refletia no que ela tinha passado. E depois de alguns minutos, quando ela parou, decidiu colocar todas as más lembranças num papel, colocar em uma garrafa de vidro e jogar no mar. Parecia clichê, mas para ela, diminuiu a angústia e ela deixou de ser fria. Aqueles pensamentos simplesmente sumiram e ela parecia ter mandado embora tudo aquilo que fora feito em vão.
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Memories.
Pingos finos e gelados caíam naquela noite. Um chuvisco rápido, que logo viraria tempestade. Ela por sua vez, via aquilo para se distrair. Nada pra fazer em casa. Estava frio, escuro e passara das 7 da noite. Ventos começaram a soprar e, a garota, que cochilava de tédio, decidiu ir até a cozinha, pegar algo pra comer.
Levantou-se calmamente da cadeira, pois pensava que os moradores do andar de baixo da sua casa pudessem estar dormindo e se incomodariam com o barulho. Ela abriu a porta de seu quarto tão suavemente que daria pra se dizer que ela atravessou-a.
Surpreendida, a garota levou um susto ao chegar na cozinha. Seus pais e os seus vizinhos que ela temia incomodar, estavam sentados à mesa, conversando. E adivinha? Ela já estava de pijama e mesmo com seu cabelo preso, ele estava bagunçado. Isso deixou-a totalmente constrangida. E com um bom motivo.
Olhos castanho-claros, cabelos cortados, mas compridos o suficiente para ter um charme, barba curtinha e rasa e, um sorriso encantador. O garoto por quem a garota fora apaixonada até seus 15 anos, - agora ela tem 16 - estava ali, sentado, olhando pra ela.
Com um jeito desastrado, a menina disse "oi", gaguejando com medo de gaguejar, parecia uma boba em frente àquelas pessoas, que nem haviam se dado conta de onde ela saiu. Disfarçando e tentando amenizar o fato de que todos estavam encarando-a, ela foi até a pia da cozinha e encheu um copo com água. Bebeu tão rapidamente que teve a impressão de que ia se engasgar e pagar mais mico ainda.
Logo, ela foi pro quarto, cabisbaixa... pensando o "desastre" que havia passado. Trancou a porta, após batê-la com raiva. Os pensamentos que lhe vieram à tona, foram ruins. Lembrar de que ela foi apaixonada por aquele garoto desde que entrou na escola, até completar 15 primaveras, não foi nada bom.
A garota sofrera demais por ele. O que tornou seu coração de pedra. E sempre que ela pensava naquilo, ele quebrava-se... demorava pra juntar cada pedacinho e tentar juntá-los, reconstruir o que um dia já foi inteiro.
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